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Por trás da estética no balé: o que o metabolismo está escondendo.

  • Foto do escritor: Tamires Reis
    Tamires Reis
  • 26 de mai.
  • 2 min de leitura

Quando eu falo que imagem não quer dizer nada na dança, é sobre aspectos mais profundos da fisiologia como é o caso no mais novo estudo do incrível Matthew Wyon publicado agora em Abril de 2026.


O estudo “Resting energy expenditure in professional dancers as an objective measure of low energy expenditure”, avaliou 47 bailarinos profissionais que tinha por base 36h/semana de trabalho.


O ponto central é claro: uma proporção significativa desses bailarinos apresentava supressão metabólica, que é uma redução significativa de gasto energético, ou seja, falta de energia para suas funções, fadiga.


Do ponto de vista fisiológico, quando a ingestão energética é insuficiente frente à demanda (come pouco e treina muito), o organismo responde reduzindo o gasto energético basal como mecanismo adaptativo.


Esse processo, conhecido como termogênese adaptativa, não é apenas uma resposta transitória. Ele pode se manter mesmo em indivíduos com composição corporal aparentemente adequada, como um “falso magro”.


Ou seja, o bailarino pode apresentar peso dentro da normalidade, boa quantidade de massa livre de gordura, aparência “em forma” e ainda assim estar metabolicamente ruim.


E isso implica em vários problemas que, para mulheres podem influenciar nas irregularidades hormonais (menarca tardia ou amenorreia) e em homens, baixos níveis de gordura corporal prejudiciais à saúde, mas que para ambos os sexos, pode interferir na saúde óssea que aumenta o risco de lesões por estresse.


Esse não é um estudo que conclui o que devemos fazer a partir de agora, mas clareia os problemas, principalmente de hábitos que aí sim vão influenciar no desempenho nos palcos.


É sobre interpretar respostas fisiológicas em um contexto de alta exigência física, estética e metabólica onde sinais importantes muitas vezes não são visíveis e a atuação de um personal trainer nesse cenário precisa ser baseada em avaliação, monitoramento das cargas e tomada de decisão técnica.


Porque, em bailarinos, performance e saúde não dependem apenas do quanto se treina, mas de como o organismo está respondendo a essa demanda.


Ass: Tamires Reis

Profissional de Educação Física - Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

CREF: 154495- G/SP / DRT: 34.021

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