A bailarina acha que está saudável por estar num IMC considerado saudável, mas não está!
- Tamires Reis

- 2 de jun.
- 1 min de leitura

Um estudo conduzido em setembro de 2025 entrevistou 38 bailarinas por meio de questionários sobre imagem corporal, medidas antropométricas e risco de Transtornos Alimentares (TA).
Os resultados mostraram distorção de imagem corporal e risco elevado de TA, mesmo com IMC considerado saudável, principalmente pela adoção de padrões alimentares restritivos sem suporte nutricional, influenciados pela estética da dança (“Negative Body Image and Limited Nutrition Knowledge among Collegiate Dancers Signals Need for Screening and Support”).
Isso não impacta só a performance, mas a saúde como um todo.
Um estudo mais recente, de 2026 (“Menstrual Dysfunction, Eating Behaviors, and Injury Prevalence in Collegiate Dancers”), com 232 bailarinas, reforça essa relação ao mostrar associações entre comportamento alimentar, disfunções menstruais e lesões.
Por que isso importa? Porque muitas bailarinas acreditam conhecer o próprio corpo, quando na
prática existem disfunções silenciosas como amenorreia e lesões recorrentes. Ou seja, avaliações baseadas apenas em dados antropométricos são limitadas, então o IMC pode indicar “normalidade” enquanto o organismo já apresenta sinais de desequilíbrio.
O ideal seria um acompanhamento interdisciplinar, envolvendo psicologia, nutrição e treinamento adequado. Mas na prática isso nem sempre é acessível, e muitas acabam treinando sozinhas ou repetindo padrões que levam o corpo ao limite. Por isso, ter um treino estruturado, individualizado e alinhado às demandas da dança já muda completamente o caminho.
E é esse olhar que eu aplico com as bailarinas que treinam comigo, focando em construir um corpo que sustente a técnica com saúde, não só estética.
Ass: Tamires Reis
Profissional de Educação Física - Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
CREF: 154495- G/SP / DRT: 34.021




Comentários