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Educação em saúde também é importante para a dança!

  • Foto do escritor: Tamires Reis
    Tamires Reis
  • 22 de mai.
  • 2 min de leitura

Saiu agora em Março de 2026 mais uma pesquisa sobre lesões na dança, porém esse trabalho intitulado “A Participatory Action Research Approach to Develop Bone Stress Injury Prevention Strategies in Classical Ballet” publicado na Journal of Dance Medicine & Science traz um panorama beem interessante não só sobre as lesões, mas sobre o conceito de saúde.


Participaram das quatro reuniões da chamada Pesquisa-Ação Participativa, 17 bailarinos profissionais e as conclusões do trabalho contam coisas que são aparentemente obvias para quem está na dança a muito tempo, mas que não deveria ser por serem questões de saúde básicas.


Dentre os achados nessas reuniões, ficou clara a importância da alfabetização em saúde principalmente dos bailarinos mais jovens, pq (como sempre acontece) pode haver uma transferência de comportamentos prejudiciais à saúde da comunidade para os ambientes pré-profissional e profissional como a gente vê bem por ai nos discursos de profissionais que falam “comigo funcionou”.


Também ficou clara a importância da prevenção através do acesso a serviços de saúde seja com a atuação no local de trabalho, mas também com avaliações e aprimoramento constante com novas tecnologias, sendo que achei super curioso que o artigo cita que os bailarinos acabam por não usar serviços de saúde destinados a “atletas” porque se identificam apenas como artistas, como se o corpo não atuasse como um atleta (que sempre falo aqui né).


E, claro que o artigo cita aspectos clássicos de problemas que sempre falo aqui, como má nutrição, estresse, a falta de estratégias de monitoramento da carga e a glorificação da dança pelo esforço e dor, mas também pontua que existe também essa barreira de acesso a profissionais de saúde dentro dos espaços da dança, com formação em dança – como é o meu caso.


Ou seja, a dança continua doente, mas os próprios espaços de dança não reconhecem as politicas de prevenção (só as de tratamento como fisio ou ortopedista) e não abre espaço para profissionais como eu que poderiam aplicar outras formas de cuidado que não necessariamente seria a intervenção física.


Ass: Tamires Reis

Profissional de Educação Física - Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

CREF: 154495- G/SP / DRT: 34.021

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