Numa sociedade imediatista, o Ballet é sobre processos!
- Tamires Reis

- 25 de fev.
- 2 min de leitura

Tenho pego muitas conversas de bailarinos jovens (no sentido de ter começado a prática, não pela idade) querendo EVOLUIR RÁPIDO e isso me preocupa, porque se as pessoas estão querendo importar remédios duvidosos de fora do país em busca de resultados rápidos, onde vamos parar?
“Aaaa mas eu queria muito zerar minha abertura pra ser uma bailarina boa”
“Meu sonho é ter um colo lindo de pé e por isso eu to forçando ele”
“Eu quero a melhor maneira de melhorar o meu en dehors”
E eu entendo que quando vemos bailarinas profissionais, os olhos enchem de sonhos, assim como quando você vê a sua colega ao lado com facilidade, isso te gera um desafio, mas o ballet SEMPRE foi de processos...
O processo de sair de uma sexta posição para uma primeira...
O processo de sentir seu quadril rodar de maneira eficiente numa terceira posição, pra depois de anos encaixar numa quinta...
O processo de ter uma meia ponta alta e estável pra poder subir nas pontas...
O processo de ter um controle de balance bom pra daí gerar a consciência do giro...
Por mais dedicado e sonhador que você possa ser, o ballet é sobre paciência, nunca sobre os resultados, porque o resultado é fruto de toda a sua organização física e consciência construída em sala de aula.
“Aaa mas o treino não ajuda nisso?”
Claro que ajuda, mas assim como no ballet, ele também é um processo. Você aprende o movimento, entende ele no seu corpo, melhora a força e resistência dele e daí progride, não existe formula mágica ou treino perfeito, existe paciência.
E seu professor e treinador, precisam ser essa ferramenta de feedback sobre o seu processo.
Ass: Tamires Reis
Profissional de Educação Física - Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
CREF: 154495- G/SP / DRT: 34.021



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